sábado, 3 de setembro de 2016

Aventuras da Kombi: Beto Carrero e Praia do Rosa


O Gordinho costuma ter boas ideias. Esse ano ele me perguntou "vamos pro Beto de Kombi nas férias?" Vamos, né. O que poderia dar errado? Muita coisa, claro. Isso que é bonito. No fim o Pirocca (é o sobrenome dele. Sério) tava sem nada pra fazer e veio junto também.

Pra começar, na manhã do dia que combinamos a saída de Veranópolis, o Gords veio aqui em casa jogar um ping pong e já começaram a acontecer coisas bizarras, tipo pavões em cima da minha casa (mentira, isso aí é normal).



Sinal dos deuses
O cronograma planejado até o momento era: ir no Jaime (b)Rocha em Caxias na segunda e na vó do Gordinho (Araranguá) terça.

Nós saindo
Em Caxias acabamos convidando o Vando pra ir no Jaime Rocha também, porque ele tava de aniversário. Aí ele nos pagou bira. Valeu, Vando.
Gordinho sensualizando com o cardápio
Terça fomos até Araranguá e já tivemos o primeiro prejuízo na Kombi: quebrou o velocímetro.
Só assim pra chegar nos 120
Passando por Nova York no caminho pra Araranguá
420
A vó do Gords deve ser a pessoa mais hospitaleira e que mais fala no mundo. Também aprendemos umas regras novas pra canastra lá. O Gords não dormiu no mesmo quarto que eu e o Pirocca. Única noite sem roncos furiosos.

O terceiro dia não tinha uma programação definida. Decidimos parar no Morro do Careca (que fica no balneário Camboriú), em homenagem ao nosso amigo careca, o Godo.
Na praia tinha esse tio com um carrinho cheio de cataventos
Vista do morro do Godo careca I (corvo de bônus)
Vista do morro do Godo careca II (cara de branco de bônus)
Depois do careca fomos direto pra Penha - SC onde fica o parque do Beto. É muito bizarro como a cidade lá contrasta com o parque. Quase não tem prédios e boa parte das ruas nem é calçada. Parece uma cidade pobre.

Fomos procurar um lugar pra ficar, porque marcar com antecedência não tem graça. Como era baixa temporada, todas as pousadas e hotéis tinham vagas. Destaque pro hotel Mirante do Parque pelo atendente mais cuzão e pra Pousada da Vó Nita que foi a que escolhemos. Quem nos atendeu lá foi o Valdecir, que mal conheço e já considero pakas. Lá também tem 3 cachorros e 1 gato. Melhor pousada.

Compramos os ingressos pro parque lá com o pessoal da Vó Nita e ganhamos um dia extra, porque baixa temporada é uma delícia.
Bebemos, dormimos, acordamos. Dia de ir pro parque.


Tem muitos pokestop lá
Nosso quarto sendo invadido depois do café da manhã (bônus: meu dedo)
3 burros e o castelo frufru do Beto
Fumando um cachimbo da paz


Sendo o Beto Carrero
Não sei cavalgar
Muito amor no pedalinho
Dando uma água salgada pro tubarão
Pirocca na aranha
Os mano
Os cara molhado
Os queimão no pescoço
Como dá pra ver nas fotos, o parque tava vazio. Melhor coisa. Conseguimos ir em todos os brinquedos. Inclusive, eu e o Gordinho fomos 3 vezes seguidas na Big Tower, porque ele só funciona com 4 pessoas e não tinha gente pra completar. O normal é ter fila de espera que dura horas em boa parte dos brinquedos. Somos uns putos sortudos.

Voltamos pra pousada e ficamos papeando com o Valdecir e bebendo. Depois ele fez um caldo (nem tenho vontade de explicar o que é, mas bom pra caralho) pra nós. Ficamos lá comendo, bebendo e conversando até meia noite, ou mais. O Valdecir tem milhões de histórias das centenas de empregos que ele já teve (mas nunca foi puto (ainda)), inclusive agente penitenciário.

Ele explicou porque a cidade parece tão pobre. O parque financia os candidatos a prefeito que, em troca, garantem isenção de impostos ao parque. Além disso, Penha era refúgio de alguns empresários que fizeram lobby pra que não se permitisse prédios na cidade. Isso quer dizer que deve ter alguma parte da cidade com várias mansões.

Antes de dormir ficamos bebendo mais umas e vendo TV. O Gordinho passou por um canal que um padre tava recebendo pedidos pelo whatsapp.
Mandei e ele leu ao vivo
No dia seguinte, sexta-feira, decidimos não usar nosso ingresso grátis, afinal já fizemos tudo que tinha pra fazer no parque. Fomos dar uma volta no Balneário Camboriú e depois pensar no que fazer. Lá decidimos ir até a Praia do Rosa e depois pensar no que fazer. Melhor planejamento.

Chegamos no Rosa e o lugar era sensacional.

Olhos pequenos por causa da claridade
Esquerda
Direita
Pedrinhas e Gordinho
Mais pedrinhas e a cabeça do Pirocca (hehe)
Depois fomos comer um lanchinho (porque caminhar na praia da fome) e o sol resolveu aparecer só pra se por.



Melhor paisagem da minha vida, mesmo com o Pirocca nela
Aí volto pra Kombi e...
Decidimos dormir aí mesmo, dentro da Kombi. O Gordinho colocou ela de lado pras portas ficarem viradas pro mar. Ficamos um bom tempo jogando cartas praticamente no escuro. Mais tarde todos os restaurantes que tinham por perto fecharam e procuramos uma pizzaria nas internet. Liguei lá e pedi pra entregarem numa Kombi no fim da estrada. 
A guria: "Vocês tão numa acampados numa Kombi no Rosa Sul, é isso mesmo?"
Eu: "Sim."
Guria: *risadinhas* "Ok, deixa eu ver aqui."
No fim mandaram a pizza e ela chegou mesmo. Comemos e fomos dormir com as portas abertas.

Minha visão ao acordar as 6:00
Desci pra ver
Vieram me acompanhar esperando o sol (inclusive 2 cusco)
E veio

Melhor foto da vida
Depois desse espetáculo, voltamos. A Kombi deu umas ratiadas na volta. Não tava mais querendo ligar. Mas um tio do posto ajudou com a bateria dele. Tivemos que ir o resto do trajeto (centenas de km) sem desligar ela nem pra reabastecer, mas o Gordinho é um grande piloto e conseguiu.


Claro que isso não impediu o sono do nosso mini Chapolim

P.S: Dá pra abrir as imagens grandonas clicando com o direito e "abrir em uma nova guia".

domingo, 27 de setembro de 2015

"Acredite no impossível"

Acordei pensando nisso. Uma frase de três míseras palavras que dá pra interpretar de várias formas.
Se você não curte divagações de um cara de exatas, pule pro último parágrafo.


Acredite que o impossível existe

É a mesma interpretação de "acredite no Papai Noel". Não sei dizer se eu acredito (que o impossível existe). Se limitarmos uma afirmação, sim. Por exemplo: acho impossível que eu possa cagar uma estrela, mas talvez em algum outro universo, com uma física diferente, todo mundo fique cagando estrelas e tendo diarreia de gigantes gasosos. Ou talvez no futuro do nosso próprio universo isso seja possível. É difícil pensar em algo impossível com espaço, tempo e universos infinitos.

Acredite que coisas impossíveis são possíveis

Não faz sentido. Pode espernear, mas é só uma contradição. "Ele fez o impossível" é bobagem. "O impossível" nesse caso é que foi mal definido.

Meça suas definições de impossível, parça

Quando, por exemplo, você tem todos os membros e um cérebro funcional e diz: "é impossível eu conseguir passar na prova de direção pra tirar a carteira de motorista". É claro que não é impossível. Suas definições de impossível precisam ser atualizadas. Mas não quer dizer que você deva ficar super motivado por causa disso. Ainda pode ser uma coisa altamente improvável.

Acredite no improvável

O improvável é possível, mas provavelmente não vai acontecer. Se você é um apostador, não vai querer apostar no que você acha improvável. É jogar dinheiro fora.
Apesar disso, tenho impressão que em 83,7% das vezes que eu acredito em algo improvável, coisas maravilhosas acontecem. E coisas terríveis acontecem também. Até as terríveis são úteis: quando não me matam (ainda não aconteceu, né) viram boas histórias. É bom sair do conforto da vida pacata de vez em quando. Talvez eu precise aumentar a frequência disso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Alerta vermelho!

Alerta vermelho! Faíscas, fumaças, barulhos, etc.

- Capitão, temos um campo de asteroides à frente, os escudos estão em 5%, perdemos dois motores, os inimigos vão nos cercar completamente em 15 minutos, temos vários rompimentos no casco e a tripulação está desesperada.
- Ok, acho que vai dar tudo certo. Vou ali tomar uma cerveja.
- Mas capitão, com todo o respeito, vai dar merda!
- Nah. Depois a gente vê isso aí.

Estado mental atual.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Bons tempos

Hoje é domingo
Teu pai é um gringo
Na porta da igreja
Fumando cachimbo
Cachimbo é de barro
Bate no jarro
Jarro é de ouro
Bate no touro
Touro é valente
Bate na gente
Gente é fraca
Cai no buraco
Buraco é fundo
Fim do mundo

Infância. Bons tempos que eu lembro apenas de coisas esporádicas como... isso. Um simples dia da semana que resulta no apocalipse.

Bons tempos. Fim dos tempos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Como viver:


  • Tenha filhos;
  • Tenha animais;
  • Leia livros;
  • Vá ao cinema;
  • Viaje;
  • Compre um carro;
  • Arrisque;
  • Trabalhe duro;
  • Tenha um corpo sarado;
  • Nunca desista dos sonhos;
  • Desapegue;
  • Beba;
  • Dance;
  • Festeje;
  • SEJA VOCÊ MESMO (???).

Bônus: não seja hipócrita.
Bônus 2: use muito sarcasmo.
Bônus 3: contradiga-se (ou não).

E quando eu disser, sem ironia, como é pra viver a vida (porque eu vou fazer isso uma hora ou outra), me mande o link desse texto. Obrigado.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Tutorial: como me agradar no Facebook

Amigos, conhecidos, desconhecidos, senhoras, senhores e autoridades aqui presentes, hoje vamos aprender como postar algo no Facebook que seja do meu agrado. Vamos pecisar de:
  • Dispositivo eletrônico com acesso à internet;
  • Cérebro;
  • Mãos (ou nariz);
  • Tesoura sem ponta.

Primeiramente, gostaria de esclarecer que não sou daqueles que ocultam as publicações das pessoas chatas. No meu feed qualquer um tem a chance de brilhar (e de ser trollado). Tenho uma lista de pessoas muito interessantes que eu vejo todas as publicações e o resto fica sujeito aos algoritmos de relevância do Facebook.


O que não é legal:
  • "Bom dia", "boa segunda", "boa sexta", "boa semana", etc. Não acrescenta nada na minha vida. Quando acompanhado de imagens de bebês ganha um bônus. Um bônus negativo, claro.
  • #partiu[qualquer lugar que não seja interessante]. Cool story, bro. Sempre que vejo coisas desinteressantes recebendo curtidas imagino que as pessoas tão puxando o saco ou querendo comer.
  • #hashtagsespecíficasdemais. Servem pra me mostrar como tu não sabe pra que elas servem. Também pode ser sinal que tu é um piadista fracassado.
  • Indiretas. Destaque pra aquelas imagens ressaltando um defeito e a legenda "nossa, conheço muita gente assim".
  • "Odeio gente falsa" (deveria entrar nas indiretas, mas essa é a minha preferida). Adivinha só? Ninguém gosta. Se não fossem nossos momentos de falsidade a sociedade já teria entrado em colapso há muito tempo. Se tu acha que é sincero o tempo todo, tenho uma má notícia: tu não é sincero nem contigo.
  • Coisas de sites que eu preciso curtir a página pra ver o conteúdo. Se o site fosse bom não precisaria apelar.
  • Coisas sensacionalistas. Uma imagem sem fontes compartilhada por uma página qualquer parece ter muita credibilidade, né? Não. Dica: se parece absurdo procure fontes confiáveis. É um pouco de tempo investido que pode te poupar de fazer papel de trouxa.
  • Frases motivacionais. Talvez alguém, algum dia, compartilhe uma frase mind blowing que mude o jeito que eu vivo a minha vida. O normal é eu ler a frase e esquecer dela em minutos (sim, como quase tudo que passa pela minha memória). Geralmente são besteiras óbvias que a maioria já faz ou tenta fazer ou coisas generalistas que não tem nada a ver. Duvido que alguém lembre de um décimo dessas AIDS que já compartilhou.
  • Coisas de signos com a legenda "tão eu". Extra! Extra! 13 pessoas enganadas!

O que é legal:
  • Algo que aconteceu contigo.
  • Notícias relevantes, de preferência com tua opinião ou algo que chamou atenção nela.
  • Piadas. Aceito qualquer coisa acima do nível do tio do pavê. Sou inofendível (existe essa palavra?), mas não recomendo postar piadas ofensivas, pois a zoeira tem limites, as pessoas (não eu, as outras) têm sentimentos e tu pode ser preso.
  • Coisas de utilidade pública, ou individual, sei lá.
  • Peitos.

Tenho tanta esperança que esse post mude o conteúdo que aparece no meu feed quanto de que aqueles posts motivacionais mudem alguma coisa na vida de alguém.
Why would you block and unblock me?

terça-feira, 29 de abril de 2014

Frio

Começou a temporada de (inúteis) discussões frio vs. calor. Como eu não vou ficar escrevendo a mesma coisa em cada post sobre o assunto, escrevi esse texto pra usar pelo resto da vida e pós-vida, se possível. Isso tá me custando minutos preciosos em que eu podia estar jogando Diablo, então vou ser breve.

Eu não gosto de frio. Por quê?

  • Frio dói.
  • Gripe (pego pouca, mas quase sempre por causa do frio).
  • Minhas mãos, cara. Todo dia eu tenho vontade de amputar os dedos. "Mas bota uma luva". Desculpa, eu passo 16 horas por dia com as mãos no teclado e meus dedos são grossos demais pra conseguir digitar usando luvas. Eu tenho frieiras. Minha pele racha.
  • Tomar banho vira um ritual que eu não quero começar e depois não quero terminar.
  • Meu pênis vira um amendoim.
  • Roupas. Dá trabalho se vestir. Dá trabalho se despir. Custa dinheiro.
  • Respirar ar frio depressa demais machuca a garganta (tipo correndo e tal).
  • Tomar cerveja perde a graça (ok, só uma parte).
  • Mulheres sem decotes.
  • Menos luz = depressão (não é exatamente culpa do frio, mas é relacionado).
  • Lábios rachados.
  • Sentar no vaso gelado.
90% do tempo (número cientificamente comprovado) do tempo eu não me importo com o frio. Claro, eu não me importo, porque eu não estou nele. Mas eu tenho que pegar ônibus, ir no mercado, tomar banho. Tenho que esperar o ar condicionado esquentar a sala que eu trabalho. E a minha roupa não cobre todo meu corpo. Tenho pouca gordura e pouco pelo (há controvérsias. Precisaria ser uma ovelha pra passar o inverno legal) pra me proteger. Esses 10% que sobram, me fodem sem meu consentimento, ou seja, estupro.

Aí as pessoas argumentam "mas o calor...". Onde tá escrito que eu gosto de cozinhar?(Cozinhar o meu corpo, não comida. É, não gosto de ambos.) O mundo não é binário (há controvérsias também). Apesar de eu preferir passar calor do que frio (ainda bem, porque a natureza me deu poros pra suar e não um pelego nas costas), o que eu tô dizendo aqui é que eu não gosto de frio. Ele me faz sofrer muito mais tempo do que o calor. Se eu tivesse sofrendo calor agora, estaria na sacada tomando uma cerveja e não escrevendo esse texto miserável.


Pontos positivos do frio: não é calor, pinhão e bergamota.

Obs.: nem tá frio agora, mas sem o drama perde a graça.