quinta-feira, 5 de junho de 2014

Tutorial: como me agradar no Facebook

Amigos, conhecidos, desconhecidos, senhoras, senhores e autoridades aqui presentes, hoje vamos aprender como postar algo no Facebook que seja do meu agrado. Vamos pecisar de:
  • Dispositivo eletrônico com acesso à internet;
  • Cérebro;
  • Mãos (ou nariz);
  • Tesoura sem ponta.

Primeiramente, gostaria de esclarecer que não sou daqueles que ocultam as publicações das pessoas chatas. No meu feed qualquer um tem a chance de brilhar (e de ser trollado). Tenho uma lista de pessoas muito interessantes que eu vejo todas as publicações e o resto fica sujeito aos algoritmos de relevância do Facebook.


O que não é legal:
  • "Bom dia", "boa segunda", "boa sexta", "boa semana", etc. Não acrescenta nada na minha vida. Quando acompanhado de imagens de bebês ganha um bônus. Um bônus negativo, claro.
  • #partiu[qualquer lugar que não seja interessante]. Cool story, bro. Sempre que vejo coisas desinteressantes recebendo curtidas imagino que as pessoas tão puxando o saco ou querendo comer.
  • #hashtagsespecíficasdemais. Servem pra me mostrar como tu não sabe pra que elas servem. Também pode ser sinal que tu é um piadista fracassado.
  • Indiretas. Destaque pra aquelas imagens ressaltando um defeito e a legenda "nossa, conheço muita gente assim".
  • "Odeio gente falsa" (deveria entrar nas indiretas, mas essa é a minha preferida). Adivinha só? Ninguém gosta. Se não fossem nossos momentos de falsidade a sociedade já teria entrado em colapso há muito tempo. Se tu acha que é sincero o tempo todo, tenho uma má notícia: tu não é sincero nem contigo.
  • Coisas de sites que eu preciso curtir a página pra ver o conteúdo. Se o site fosse bom não precisaria apelar.
  • Coisas sensacionalistas. Uma imagem sem fontes compartilhada por uma página qualquer parece ter muita credibilidade, né? Não. Dica: se parece absurdo procure fontes confiáveis. É um pouco de tempo investido que pode te poupar de fazer papel de trouxa.
  • Frases motivacionais. Talvez alguém, algum dia, compartilhe uma frase mind blowing que mude o jeito que eu vivo a minha vida. O normal é eu ler a frase e esquecer dela em minutos (sim, como quase tudo que passa pela minha memória). Geralmente são besteiras óbvias que a maioria já faz ou tenta fazer ou coisas generalistas que não tem nada a ver. Duvido que alguém lembre de um décimo dessas AIDS que já compartilhou.
  • Coisas de signos com a legenda "tão eu". Extra! Extra! 13 pessoas enganadas!

O que é legal:
  • Algo que aconteceu contigo.
  • Notícias relevantes, de preferência com tua opinião ou algo que chamou atenção nela.
  • Piadas. Aceito qualquer coisa acima do nível do tio do pavê. Sou inofendível (existe essa palavra?), mas não recomendo postar piadas ofensivas, pois a zoeira tem limites, as pessoas (não eu, as outras) têm sentimentos e tu pode ser preso.
  • Coisas de utilidade pública, ou individual, sei lá.
  • Peitos.

Tenho tanta esperança que esse post mude o conteúdo que aparece no meu feed quanto de que aqueles posts motivacionais mudem alguma coisa na vida de alguém.
Why would you block and unblock me?

terça-feira, 29 de abril de 2014

Frio

Começou a temporada de (inúteis) discussões frio vs. calor. Como eu não vou ficar escrevendo a mesma coisa em cada post sobre o assunto, escrevi esse texto pra usar pelo resto da vida e pós-vida, se possível. Isso tá me custando minutos preciosos em que eu podia estar jogando Diablo, então vou ser breve.

Eu não gosto de frio. Por quê?

  • Frio dói.
  • Gripe (pego pouca, mas quase sempre por causa do frio).
  • Minhas mãos, cara. Todo dia eu tenho vontade de amputar os dedos. "Mas bota uma luva". Desculpa, eu passo 16 horas por dia com as mãos no teclado e meus dedos são grossos demais pra conseguir digitar usando luvas. Eu tenho frieiras. Minha pele racha.
  • Tomar banho vira um ritual que eu não quero começar e depois não quero terminar.
  • Meu pênis vira um amendoim.
  • Roupas. Dá trabalho se vestir. Dá trabalho se despir. Custa dinheiro.
  • Respirar ar frio depressa demais machuca a garganta (tipo correndo e tal).
  • Tomar cerveja perde a graça (ok, só uma parte).
  • Mulheres sem decotes.
  • Menos luz = depressão (não é exatamente culpa do frio, mas é relacionado).
  • Lábios rachados.
  • Sentar no vaso gelado.
90% do tempo (número cientificamente comprovado) do tempo eu não me importo com o frio. Claro, eu não me importo, porque eu não estou nele. Mas eu tenho que pegar ônibus, ir no mercado, tomar banho. Tenho que esperar o ar condicionado esquentar a sala que eu trabalho. E a minha roupa não cobre todo meu corpo. Tenho pouca gordura e pouco pelo (há controvérsias. Precisaria ser uma ovelha pra passar o inverno legal) pra me proteger. Esses 10% que sobram, me fodem sem meu consentimento, ou seja, estupro.

Aí as pessoas argumentam "mas o calor...". Onde tá escrito que eu gosto de cozinhar?(Cozinhar o meu corpo, não comida. É, não gosto de ambos.) O mundo não é binário (há controvérsias também). Apesar de eu preferir passar calor do que frio (ainda bem, porque a natureza me deu poros pra suar e não um pelego nas costas), o que eu tô dizendo aqui é que eu não gosto de frio. Ele me faz sofrer muito mais tempo do que o calor. Se eu tivesse sofrendo calor agora, estaria na sacada tomando uma cerveja e não escrevendo esse texto miserável.


Pontos positivos do frio: não é calor, pinhão e bergamota.

Obs.: nem tá frio agora, mas sem o drama perde a graça.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Eu acho

Oi. Meu nome é Diego e eu tenho 28 anos.

Eu acho.

Não lembro do dia que nasci, podia muito bem ter sido outro dia. Tá na minha carteira de identidade, sim, mas não quer dizer que seja impossível colocar outro dia. Meus pais podem mentir pra mim. Até tenho cara de 28 anos, não? Talvez eu pareça mais velho por causa da barba. Já me falaram algumas vezes que eu não tenho rugas (sim, sou lindo. Obrigado, obrigado), talvez eu seja mais jovem mesmo. Como eu vou ter certeza?

Acho que não vou.

Dizem que a sabedoria é proporcional à idade: mais velho, mais sábio. Sabedoria é ter mais respostas? Se for isso, não tá funcionando pra mim. Eu tenho mais perguntas. E as respostas que antes eram certezas, agora são: "deve ser", "provavelmente", "eu acho", "talvez", etc. E o pior é que parece que eu deveria usar essas expressões ainda mais. Como diria um amigo: "cada vez mais burro" (nem sei se cabe bem aqui, mas eu quis citar, porque é uma linda frase).

De vez em quando tento escrever minha opinião sobre alguma coisa aqui no blog ou no Facebook. Muitas vezes eu desisto por perceber que eu não sei nada. Começo a questionar meus argumentos e já era.

Acho que vou só fazer perguntas e falar merda daqui pra frente. Aliás, boa meta e belo desafio pra 2014: falar mais merda.

K: http://youtu.be/YInEKdjsT3w

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Asteroide suíno

Há pouco um amigo compartilhou um link pra isso: Existe ou não um Corpo Celeste de grandes proporções a caminho do nosso Sistema Solar?

Fui no banheiro, sentei no vaso e pensei: e se fosse um PORCO celeste de grandes proporções? Tipo um porcão espacial gigante.

Provavelmente chegaria congelado pelo frio do espaço, que partiria as fibras da carne e deixaria ela bem macia. Depois ele entraria na atmosfera e a pressão do ar comprimido na frente dele aumentaria a temperatura, cozinhando o rapaz.

Lembra daquele meteorito que caiu na Rússia esse ano? Pois é, ele explodiu antes de chegar no solo. Agora imagina o porcão, fritando na sua própria banha, explodindo na atmosfera. Chuva de bacon. E merda. Mas... bacon.

Talvez não seja muito fisicamente possível, mas foi o que deu pra imaginar nesse tempo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Brasa

A brasa tem que apagar. Ela queima e me queima. Não fecha a ferida. Não para de doer. Consome a minha energia.

Olho pra ela e sopro. Mais oxigênio pra você. E pra mim, o quê? Nada. Nada de bom, pelo menos. Só a lembrança do fogo.

Fogo feito no lugar errado ou na hora errada. Ou ambos. Ou não. Agora que é só brasa não incomoda mais ninguém, pois ninguém mais vê. Exceto eu.

Brasa que eu carrego todo o dia, todos os dias. Sempre perto. Perto demais, talvez. Por isso me queima. Por isso quero apagar.

Apagar. Ver a fumaça sair aos poucos e se dispersar. Sem mais luz ou calor, só o frio e escuro carvão.

Combustível que ainda pode queimar. Talvez outro dia. Talvez em outro lugar.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Expectativas no pretérito imperfeito do subjuntivo

Sei que é isso o que mais me incomoda. Talvez não a vida toda, mas nos últimos tempos, com certeza.

De repente tu tá num momento do teu passado, e naquele ponto do espaço-tempo tu cria um universo paralelo. Uma ramificação na árvore de possibilidades que não aconteceu. E se TIVESSE sido assim?

Dá pra dizer que é mais ou menos o que fazemos com o futuro: pensamos nas possibilidades e criamos expectativas. Torcemos pra que o destino siga pelo caminho que queremos. Não só isso, claro, afinal, nem tudo são dados (dados de jogar, não dados de... dados). Também tomamos providências pra aumentar nossas chances.

Só que no passado não tem mais o que fazer. Se foi. Perdeu. Não tem como seguir por outro caminho da árvore (tipo essa, não um vegetal). Então, pra que ficar remoendo? Porque da próxima vez que acontecer algo parecido, tu vai poder ter um plano melhor. 

Tá, é uma funcionalidade bem bacana, mas tem um bug foda: não dá pra escolher quais situações descartar, mesmo sabendo que não vão mais acontecer, que não tem como prever ou que simplesmente não tem o que fazer. Nesses casos é inútil ficar repensando. Acho que o tempo que tu vai pensar em uma situação é proporcional à diferença entre quanto ela foi ruim e quanto melhor tu acha que ela poderia ter sido.

Como isso me incomoda. Ter que ficar, involuntariamente, pensando no passado. Mesmo sabendo que aconteceu da única forma possível e que não tem nada mais pra aprender com ele.

K. Meus problemas são fáceis mesmo. Já foi bem melhor. Podia ser bem pior. Além disso, demorei vários minutos pra encontrar o nome do tempo verbal.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Como escolher um nome de personagem

Hoje vou começar a jogar a versão 1.2 do Terraria (recomendo com força), que eu estava esperando há muito tempo. Voltando pra casa, comecei a pensar no roteiro da noite: comer (pão, queijo e salame (recomendo com força também)), correr uns minutos (sei que devia me dedicar só ao jogo, mas to devendo há muito tempo), tomar banho, fazer sexo e finalmente me dedicar ao vício (que é um bom vício, considerando que eu podia estar fumando crack).
Quando cheguei nessa parte do planejamento, pensei em criar um personagem novo pra aproveitar todas as coisas novas do jogo e pra consumir ainda mais o meu tempo e acabar com qualquer produtividade que seria possível nos próximos dias.
"Bah, vou ter que escolher um nome de personagem." Coisa geralmente bem complicada. O último que eu criei foi exceção: cliquei em "randomize" e saiu um personagem com a cara do Raul Seixas.

Fodam-se, pra mim parece o Raul


Então, eu precisava de um nome. Sem querer comecei a usar uma técnica de associação pra encontrar possíveis nomes. Comecei com "Nickname" e fui seguindo, conforme o que segue em seguida:

Nickname
Nick
Name
Eman (name invertido)
Imã
Magnets (how do they work?)
Magneto
X-man
Ecsman
Eggsman
Egg
Ovo
Balota (não sei se existe em português. Existe no italiano colonês e é uma ótima palavra)
Côco
Wilson (do náufrago (nem assisti ainda))
Tom Hanks
Hank

Hank tá legal e me lembra de uma musiquinha com um vídeo maneiro.
Sim, são caras peludos pelados

De hoje em diante sempre vou escolher os nomes dos meus personagens desse jeito.