sábado, 15 de setembro de 2012

Aleatoriedade

Hoje tive uma ideia legal. Peguei o notebook, os fones de ouvido e uma cerveja e sentei na minha sacada. Depois de ver uns vídeos e dar uma stalkeada no Facebook fiquei pensando no universo (deve ser culpa do documentário sobre Einstein que vi mais cedo).

Comecei a pensar nas deformações do espaço-tempo, como diz a teoria da relatividade. É fácil de imaginar a deformação imaginando um universo 2D que podemos visualizar em 3D, mas como imaginar nosso universo em 4D? Seria como se todo o tempo existisse de uma só vez? Cada partícula existiria nas infinitas posições que ela ocupou em um tempo infinito? Me parece meio chato ver as coisas em 4 dimensões, mas talvez seja só culpa da minha consciência limitada de macaco ;)

Não lembro bem como cheguei no próximo assunto, mas acho que foi a coisa mais intrigante que pensei até hoje, ainda mais por ter uma visão determinista: a aleatoriedade.

Temos impressão que coisas aleatórias acontecem o tempo todo. O resultado da mega-sena, o lugar que um raio "cai", a próxima carta do baralho, o resultado do Random.Next(), o humor de uma mulher de TPM. Consideramos aleatório o que não podemos prever. Mas não podemos prever por só por falta de tempo, poder de processamento e conhecimento das leis do universo. Pelo menos é mais ou menos isso que diz o determinismo. Mesmo as coisas mais complexas seriam o resultado final de todas as leis aplicadas em um estado conhecido. Isso parecia bem claro pra mim... até agora.

A questão é: como chegamos num universo não uniforme? Se tudo segue regras o universo deveria ser uniforme. Não existe uma regra pro aleatório real. Se existisse ele seria previsível. Mas o universo não é uniforme. A matéria se agrupou de forma diferente em cada direção. E agora, José?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Questões sobre racismo

Tenho questões simples, mas espero que não sejam simplistas, pois não sei nada sobre o assunto. Só sei o que vejo na mídia, ou alguém me conta, ou que vejo em alguma discussão. De fato, racismo nunca vira um assunto "fora de moda". De tempos em tempos surge um caso polêmico pra trazer o assunto de volta à tona. Dessa vez são cotas em universidades, eu acho. Nem to afim de procurar, afinal não vai mudar as minhas questões. 

O racismo é nato ou aprendido?
É melhor ensinar as pessoas a não serem racistas, ou isso é como dizer "não pense em uma maçã"?
Cotas raciais ajudam realmente quem precisa?
O estado tratar cada raça de um jeito é racismo?
Essa política resolve as consequências do racismo?
Essa política resolve o racismo ou agrava (aumenta o ódio)?
Somente dar as mesmas condições de educação é suficiente? Não existe racismo na hora de selecionar empregados, dar promoções, etc.?
O gato ou o Kiko?

Se me dessem poderes de ditador e a missão de resolver o problema do racismo no Brasil eu não saberia o que fazer. Minhas respostas pra essas perguntas são só chutes. Só sei que no meu mundo utópico todos seriam ensinados a usar o cérebro desde cedo. Talvez isso resolvesse. Ou não.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O meu problema

O meu problema, huh, huh, huh... não é sexo, algemas e cinta liga. Ele se chama transtorno de ansiedade. Convivi a vida toda com ele, mas só há pouco tempo descobri o nome.

O que acontece é que eu fico ansioso em algumas situações, geralmente as que eu preciso me expor. Não é uma simples ansiedade de nada, realmente feels bad, man. E quando acontece eu não consigo pensar direito, o que pode tornar a coisa ainda mais constrangedora.

Eu não tenho outros problemas. Já falei um pouco sobre isso aqui. Resumindo: moro sozinho, ganho o suficiente pra viver bem, nunca fico doente e não me estresso com quase nada. Quase. Maldita ansiedade.

Já passei por fases que ela me atrapalhou muito mais, agora são ocasiões raras. Isso porque eu moldei a minha vida de acordo com a minha limitação. Funcionou. Eu poderia continuar com essa vida pra sempre. Mas não. Vou mudar de tática.

Até agora eu sempre tentei evitar essas situações ansiogênicas. A outra alternativa é me acostumar com elas. O que agora é terrível, vai ficando menos ruim com o tempo. A parte ruim é que eu vou ter que fazer coisas que vão fazer eu me sentir mal. A parte boa é que quanto menos ansioso eu ficar, mais possibilidades vão se apresentar. Gosto de possibilidades.

Tentei pensar como seria se eu fosse diferente. É difícil chegar numa conclusão. Do mesmo jeito que as pessoas me dão "dicas" inúteis por não considerar a variável ansiedade, eu também acho complicado fazer o inverso. Pensar com o cérebro dos outros não é fácil. Não vou detalhar aqui, porque já to com preguiça. Escrevi bastante e tal. O importante é que considerando as coisas que mais me fazem bem é muito provável que sendo menos ansioso minha vida melhore ainda mais.

Ah, de tão fácil que a minha vida é, as vezes até me sinto mal. Só que não. =D


terça-feira, 10 de julho de 2012

Um dia de azar?

Hoje, por volta das 17:00, já tinha recebido duas más notícias. Expectativas frustradas. Confidencial. Continuei fazendo meu trabalho que tava interessante e esqueci de olhar a hora. Quando olhei já eram 17:56. Peguei o guarda chuva e saí correndo pra tentar não perder o ônibus. Esqueci de ir no banheiro. Haja bexiga.

Não cheguei a tempo de pegar o ônibus. Frio. Vento. O telhado da parada não ajudou muito. Me molhei bastante. Esperei meia hora até aparecer outro ônibus. Chegando no centro começa um congestionamento infernal antes da minha parada padrão (que fica a 2km da minha casa. Vou caminhando por opção).

Meu plano pra dias de chuva é ir de ônibus até a parada mais próxima da minha casa, que me deixa menos de 500m de caminhada. Aí pensei por uns segundos (sério). Já tava molhado e ia demorar uma eternidade pra atravessar o centro. Já tava de saco cheio, e bexiga mais ainda. Desci ali mesmo. Mais de 2km longe de casa. Fui a pé, com um sorriso na cara e um guarda chuva fechado na mão (so hardcore). Ainda fiz questão de andar fora dos telhados pra me molhar mais.

Nem dá pra dizer que foi um dia ruim. Só se eu considerar relativamente aos meus dias "normais". Pra média dos humanos acho que foi bem acima da média. Meh. Foi só um dia de azar. A pseudo-aleatoriedade do universo não quis colaborar comigo.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Y U NO HATE ME?

Lista dos motivos que as pessoas têm pra me odiar:

  • Não gosto de ouvir Beatles. Não que eu ache ruim, só acho levemente melhor do que ouvir nada. Meus ouvidos não dão a mínima pra importância histórica deles. Começaram algo bom? Ótimo, mas não vou ouvir e nem pagar pau por causa disso.
  • Não me importo com futebol e carros. E a melhor parte: me sinto superior por causa disso (lógico, porque eu perco meu tempo discutindo sobre vídeo games e insanidades em geral). 
  • Sou ateu. Acho que isso nem merecia estar na lista. Vejo muita propaganda dizendo que ateu é discriminado e mimimi, mas não é o meu caso (graças a Deus).
  • Não vejo seriados (e ainda assim conheço um pouco da maioria, graças à internet). 
  • Não tenho dor de cabeça (com certeza é o número 1).*
  • Racionalizo demais quando não é necessário.** 
  • Não perco a calma numa discussão.
  • Sou pessimista e depressivo.**
  • Minha barba é legal.* 
  • Minha vida é fácil.
  • Gosto do dolan.
  • Moro sozinho.*

* Categoria "tenha inveja de mim" ("minha vida é fácil" não entra nessa categoria. Por algum motivo as pessoas tem mais orgulho de ter uma vida sofrida por aqui).
** Colaboração do Zhe.

Mesmo com todos esses motivos é difícil alguém me odiar. Ok, alguns são bem idiotas, mas eu coloquei... porque eu quis. Preciso dar explicação de tudo agora? Também pensei em esperar mais um tempo pra pensar em mais alguns. Bom, isso já faz algumas semanas, então eu desisti. Não precisa ser perfeito.

Eu até acho que sei porque as pessoas não me odeiam, mas não vou escrever sobre isso hoje. É depressivo e sem graça. Talvez algum dia entre amanhã e daqui a 80 anos.

Ah, eu ordenei os motivos por tamanho. Tentei agrupar por semelhança, mas tava dando muito trabalho (isso não é relevante, né? Mas agora tu já leu).

Tenho impressão que meus textos acabam muito subitamente.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sentido da vida (ou "asdasdads")

São quase duas da manhã. Eu acabei de ver um filme faz mais de meia hora e tava na cama preparado pra dormir, mas comecei a pensar em coisas que poderiam dar um bom texto. E por que não, né?

Minha vida foi sempre meio pacata, nada de coisas muito entusiasmantes, tanto boas quanto ruins. Então, andei pensando em tentar mudar algumas coisas, “viver mais”, já que não acredito em nenhum tipo de pós vida.

Não acho que a minha vida seja ruim, bem pelo contrário. Olhando a quantidade de problemas que as outras pessoas têm, eu me sinto muito sortudo. É certo que quando eu nasci mudaram a dificuldade pra “easy”. Mas isso é o que faz uma vida ser boa?

Essa foi a questão que me tirou da cama. O que faz uma vida ser boa? Ser fácil, tranquila, rica em experiências, altos e baixos, intensa, insana, todas as anteriores? Lógico que eu não sei, mas tenho algumas considerações.

Até alguns milhares de anos atrás o importante era sobreviver e produzir descendentes, como toda espécie que se preze. A evolução trata de fazer o nosso corpo se auto recompensar por coisas que melhoram as nossas chances de sobrevivência e reprodução. Era bem simples até aí. Basicamente comer e foder o máximo possível.

Mas aí nossa expectativa de vida e tempo livre aumentaram bastante (e esse texto é fruto disso) e a gente começou a procurar mais coisas pra preencher a vida (obviamente só comer e foder ficou inviável). Parece que esse tempo de transição não foi suficiente, porque ninguém sabe muito bem o que fazer da vida (ou é só impressão minha e alguém vai responder com a fórmula da felicidade garantida).

Conclusão: são 2:30 da manhã e pensar num título é um saco.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Capitalismo e bisca

Esse último fim de semana fui fazer o que faço todos os finais de semana: tentar dominar o mun... err... encher a cara. E no meio desse processo tive a chance de jogar bisca, coisa que não fazia há um bom tempo.
Então, por algum motivo, adivinhe com o que meu querido cérebro resolveu comparar o jogo de bisca? Com o capitalismo, é claro. É o título do texto. Derp. Essa comparação foi na segunda de manhã, não na hora do jogo, quando eu estava bêbado e concentrado em ganhar (o que não ajudou muito, o fracasso foi imenso).
O que mais me deixa puto (ui) a respeito do capitalismo é que as pessoas não são recompensadas de acordo com o que elas contribuem pra sociedade. Um professor, por exemplo, que contribui muito pra sociedade ganha menos do que uma pessoa que tem 2 milhões na poupança e fica em casa assistindo TV.
Voltando à comparação, o que é preciso pra ser bem recompensado (e com isso quero dizer ganhar dinheiro, obviamente) pelo sistema capitalista?
  • Mérito. Sim, eu não sou fanático a ponto de dizer que mérito não conta nada. Como no jogo de bisca é preciso aprender a jogar e fazer um esforço (como lembrar as cartas que já passaram).
  • Sorte. É o que mais conta no jogo de bisca. E no capitalismo... também. Ter uma boa ideia, encontrar um bom sócio ou funcionários, ganhar na mega-sena, escolher a profissão certa e, principalmente, ter pais ricos (não só por herdar o patrimônio, ma por ter acesso a uma educação melhor). Essas coisas também dependem da habilidade da pessoa, mas se o acaso não apresentar boas “cartas”, não há muito que se possa fazer.
  • Trapacear dentro das regras. Se tá de acordo com as regras não é trapaça, eu sei. Não sei explicar também, então vou dar um exemplo. Empresas como Google e Apple que não tem foco em produzir coisas físicas, mas sim deter patentes e marcas, transferem suas filiais para locais onde a cobrança de impostos é menor. Não é uma coisa bonita de se fazer, mas vale. É como fazer sinais no jogo de bisca. Tem que ser esperto, mas pelas regras é válido.
  • Trapacear fora das regras. Nem precisa explicar né? Pra quem é menos familiarizado com o jogo de bisca, geralmente as pessoas trocam cartas entre si (quando jogando em duplas) ou trocam suas cartas por outras que já passaram.
Moral da história: o capitalismo é bem mais parecido com um jogo do que com um sistema justo. Agora percebi que isso já era bem óbvio. Escrevi tudo isso por nada? Que merda! Vou publicar só porque já escrevi mesmo. Como diria Bart Simpson: “é que fazia tempo que eu não falava nada”.