quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O meu problema

O meu problema, huh, huh, huh... não é sexo, algemas e cinta liga. Ele se chama transtorno de ansiedade. Convivi a vida toda com ele, mas só há pouco tempo descobri o nome.

O que acontece é que eu fico ansioso em algumas situações, geralmente as que eu preciso me expor. Não é uma simples ansiedade de nada, realmente feels bad, man. E quando acontece eu não consigo pensar direito, o que pode tornar a coisa ainda mais constrangedora.

Eu não tenho outros problemas. Já falei um pouco sobre isso aqui. Resumindo: moro sozinho, ganho o suficiente pra viver bem, nunca fico doente e não me estresso com quase nada. Quase. Maldita ansiedade.

Já passei por fases que ela me atrapalhou muito mais, agora são ocasiões raras. Isso porque eu moldei a minha vida de acordo com a minha limitação. Funcionou. Eu poderia continuar com essa vida pra sempre. Mas não. Vou mudar de tática.

Até agora eu sempre tentei evitar essas situações ansiogênicas. A outra alternativa é me acostumar com elas. O que agora é terrível, vai ficando menos ruim com o tempo. A parte ruim é que eu vou ter que fazer coisas que vão fazer eu me sentir mal. A parte boa é que quanto menos ansioso eu ficar, mais possibilidades vão se apresentar. Gosto de possibilidades.

Tentei pensar como seria se eu fosse diferente. É difícil chegar numa conclusão. Do mesmo jeito que as pessoas me dão "dicas" inúteis por não considerar a variável ansiedade, eu também acho complicado fazer o inverso. Pensar com o cérebro dos outros não é fácil. Não vou detalhar aqui, porque já to com preguiça. Escrevi bastante e tal. O importante é que considerando as coisas que mais me fazem bem é muito provável que sendo menos ansioso minha vida melhore ainda mais.

Ah, de tão fácil que a minha vida é, as vezes até me sinto mal. Só que não. =D


terça-feira, 10 de julho de 2012

Um dia de azar?

Hoje, por volta das 17:00, já tinha recebido duas más notícias. Expectativas frustradas. Confidencial. Continuei fazendo meu trabalho que tava interessante e esqueci de olhar a hora. Quando olhei já eram 17:56. Peguei o guarda chuva e saí correndo pra tentar não perder o ônibus. Esqueci de ir no banheiro. Haja bexiga.

Não cheguei a tempo de pegar o ônibus. Frio. Vento. O telhado da parada não ajudou muito. Me molhei bastante. Esperei meia hora até aparecer outro ônibus. Chegando no centro começa um congestionamento infernal antes da minha parada padrão (que fica a 2km da minha casa. Vou caminhando por opção).

Meu plano pra dias de chuva é ir de ônibus até a parada mais próxima da minha casa, que me deixa menos de 500m de caminhada. Aí pensei por uns segundos (sério). Já tava molhado e ia demorar uma eternidade pra atravessar o centro. Já tava de saco cheio, e bexiga mais ainda. Desci ali mesmo. Mais de 2km longe de casa. Fui a pé, com um sorriso na cara e um guarda chuva fechado na mão (so hardcore). Ainda fiz questão de andar fora dos telhados pra me molhar mais.

Nem dá pra dizer que foi um dia ruim. Só se eu considerar relativamente aos meus dias "normais". Pra média dos humanos acho que foi bem acima da média. Meh. Foi só um dia de azar. A pseudo-aleatoriedade do universo não quis colaborar comigo.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Y U NO HATE ME?

Lista dos motivos que as pessoas têm pra me odiar:

  • Não gosto de ouvir Beatles. Não que eu ache ruim, só acho levemente melhor do que ouvir nada. Meus ouvidos não dão a mínima pra importância histórica deles. Começaram algo bom? Ótimo, mas não vou ouvir e nem pagar pau por causa disso.
  • Não me importo com futebol e carros. E a melhor parte: me sinto superior por causa disso (lógico, porque eu perco meu tempo discutindo sobre vídeo games e insanidades em geral). 
  • Sou ateu. Acho que isso nem merecia estar na lista. Vejo muita propaganda dizendo que ateu é discriminado e mimimi, mas não é o meu caso (graças a Deus).
  • Não vejo seriados (e ainda assim conheço um pouco da maioria, graças à internet). 
  • Não tenho dor de cabeça (com certeza é o número 1).*
  • Racionalizo demais quando não é necessário.** 
  • Não perco a calma numa discussão.
  • Sou pessimista e depressivo.**
  • Minha barba é legal.* 
  • Minha vida é fácil.
  • Gosto do dolan.
  • Moro sozinho.*

* Categoria "tenha inveja de mim" ("minha vida é fácil" não entra nessa categoria. Por algum motivo as pessoas tem mais orgulho de ter uma vida sofrida por aqui).
** Colaboração do Zhe.

Mesmo com todos esses motivos é difícil alguém me odiar. Ok, alguns são bem idiotas, mas eu coloquei... porque eu quis. Preciso dar explicação de tudo agora? Também pensei em esperar mais um tempo pra pensar em mais alguns. Bom, isso já faz algumas semanas, então eu desisti. Não precisa ser perfeito.

Eu até acho que sei porque as pessoas não me odeiam, mas não vou escrever sobre isso hoje. É depressivo e sem graça. Talvez algum dia entre amanhã e daqui a 80 anos.

Ah, eu ordenei os motivos por tamanho. Tentei agrupar por semelhança, mas tava dando muito trabalho (isso não é relevante, né? Mas agora tu já leu).

Tenho impressão que meus textos acabam muito subitamente.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sentido da vida (ou "asdasdads")

São quase duas da manhã. Eu acabei de ver um filme faz mais de meia hora e tava na cama preparado pra dormir, mas comecei a pensar em coisas que poderiam dar um bom texto. E por que não, né?

Minha vida foi sempre meio pacata, nada de coisas muito entusiasmantes, tanto boas quanto ruins. Então, andei pensando em tentar mudar algumas coisas, “viver mais”, já que não acredito em nenhum tipo de pós vida.

Não acho que a minha vida seja ruim, bem pelo contrário. Olhando a quantidade de problemas que as outras pessoas têm, eu me sinto muito sortudo. É certo que quando eu nasci mudaram a dificuldade pra “easy”. Mas isso é o que faz uma vida ser boa?

Essa foi a questão que me tirou da cama. O que faz uma vida ser boa? Ser fácil, tranquila, rica em experiências, altos e baixos, intensa, insana, todas as anteriores? Lógico que eu não sei, mas tenho algumas considerações.

Até alguns milhares de anos atrás o importante era sobreviver e produzir descendentes, como toda espécie que se preze. A evolução trata de fazer o nosso corpo se auto recompensar por coisas que melhoram as nossas chances de sobrevivência e reprodução. Era bem simples até aí. Basicamente comer e foder o máximo possível.

Mas aí nossa expectativa de vida e tempo livre aumentaram bastante (e esse texto é fruto disso) e a gente começou a procurar mais coisas pra preencher a vida (obviamente só comer e foder ficou inviável). Parece que esse tempo de transição não foi suficiente, porque ninguém sabe muito bem o que fazer da vida (ou é só impressão minha e alguém vai responder com a fórmula da felicidade garantida).

Conclusão: são 2:30 da manhã e pensar num título é um saco.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Capitalismo e bisca

Esse último fim de semana fui fazer o que faço todos os finais de semana: tentar dominar o mun... err... encher a cara. E no meio desse processo tive a chance de jogar bisca, coisa que não fazia há um bom tempo.
Então, por algum motivo, adivinhe com o que meu querido cérebro resolveu comparar o jogo de bisca? Com o capitalismo, é claro. É o título do texto. Derp. Essa comparação foi na segunda de manhã, não na hora do jogo, quando eu estava bêbado e concentrado em ganhar (o que não ajudou muito, o fracasso foi imenso).
O que mais me deixa puto (ui) a respeito do capitalismo é que as pessoas não são recompensadas de acordo com o que elas contribuem pra sociedade. Um professor, por exemplo, que contribui muito pra sociedade ganha menos do que uma pessoa que tem 2 milhões na poupança e fica em casa assistindo TV.
Voltando à comparação, o que é preciso pra ser bem recompensado (e com isso quero dizer ganhar dinheiro, obviamente) pelo sistema capitalista?
  • Mérito. Sim, eu não sou fanático a ponto de dizer que mérito não conta nada. Como no jogo de bisca é preciso aprender a jogar e fazer um esforço (como lembrar as cartas que já passaram).
  • Sorte. É o que mais conta no jogo de bisca. E no capitalismo... também. Ter uma boa ideia, encontrar um bom sócio ou funcionários, ganhar na mega-sena, escolher a profissão certa e, principalmente, ter pais ricos (não só por herdar o patrimônio, ma por ter acesso a uma educação melhor). Essas coisas também dependem da habilidade da pessoa, mas se o acaso não apresentar boas “cartas”, não há muito que se possa fazer.
  • Trapacear dentro das regras. Se tá de acordo com as regras não é trapaça, eu sei. Não sei explicar também, então vou dar um exemplo. Empresas como Google e Apple que não tem foco em produzir coisas físicas, mas sim deter patentes e marcas, transferem suas filiais para locais onde a cobrança de impostos é menor. Não é uma coisa bonita de se fazer, mas vale. É como fazer sinais no jogo de bisca. Tem que ser esperto, mas pelas regras é válido.
  • Trapacear fora das regras. Nem precisa explicar né? Pra quem é menos familiarizado com o jogo de bisca, geralmente as pessoas trocam cartas entre si (quando jogando em duplas) ou trocam suas cartas por outras que já passaram.
Moral da história: o capitalismo é bem mais parecido com um jogo do que com um sistema justo. Agora percebi que isso já era bem óbvio. Escrevi tudo isso por nada? Que merda! Vou publicar só porque já escrevi mesmo. Como diria Bart Simpson: “é que fazia tempo que eu não falava nada”.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Capitalism rage


Hoje li duas notícias que me deixaram puto (ui). Vamos em ordem cronológica:


Parlamento grego aprova cortes em meio a protestos violentos. Nem parece uma coisa tão séria, já era de se esperar que a Grécia aprovasse as medidas de austeridade graças à pressão dos outros países. As tais medidas segundo a mesma notícia: "...o corte de 15 mil empregos públicos, uma diminuição de 22% no salário mínimo, flexibilização de leis trabalhistas (para facilitar a demissão de trabalhadores) e um pacote de impostos e reformas previdenciárias." O pacote de impostos obviamente quer dizer mais impostos e as reformas previdenciárias querem dizer menos dinheiro pros aposentados.


É bem ruim até aqui, mas o que me deixou puto mesmo foi o que o primeiro ministro grego falou: "Vandalismos, violência e destruição não tem lugar em um país democrático e não serão tolerados."

Ok, deixa eu ver se entendi... Mais de 800 mil pessoas (de 11 milhões do país) fazem manifestações CONTRA as medidas, e o argumento do cara pra violência é justamente que ela não vai ser tolerada por ser um país democrático. Bitch, please, tu tá fazendo uma coisa que é completamente contra a vontade do povo e fala em democracia? Alguém, por favor, esfrega na cara dele que o motivo da violência é que o estado não tá cumprindo o essencial da democracia.

Ah, e só pra complementar e relacionar com o capitalismo... Quem a Grécia tem que pagar? Bancos e investidores privados. Traduzindo: pessoas que nadam em dinheiro.

Ainda bem que eu sou um cara calmo =). Vamos pra segunda notícia:

Ações da Apple tem forte alta e chegam a US$ 500 nos EUA. Uau! Mas isso é uma boa notícia, a economia tá indo bem! E bota bem nisso: "Em 24 de janeiro, a Apple registrou lucro líquido de US$ 13,6 bilhões para o trimestre encerrado em dezembro". Mas aí lembrei dessas outras notícias que guardei nas últimas semanas: Apple sabe dos abusos em fábricas da Foxconn, mas 'negócio funciona', diz NYT e 'Occupy Apple' leva petições a lojas contra explorações na China.

Tudo bem, só eu mesmo pra ficar puto com uma coisa que é normal do capitalismo. Vamos deixar os milionários acumularem mais dinheiro enquanto a gente vira mais escravo inconscientemente.

Agora, me desculpem, [sarcasm on] vou ali trabalhar duro pra ser alguém na vida [sarcasm off].

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Astrologia, signos, horóscopo, etc.

Hoje fiz uma coisa muito gay, mas com um propósito nobre. Abri o navegador, pesquisei por “horóscopo do dia”, entrei nos primeiros resultados e anotei o que achei sobre amor pro meu signo (escorpião). Pois bem, segue o resultado:

A sua indecisão poderá conduzir a uma discussão fervorosa com o seu par. A melhor forma de fazer o Bem é praticar o Bem. [http://www.horoscopodiario.com.br]
No amor, o momento é de prazer e novidades em sua vida. Aproveite ao máximo! [http://capricho.abril.com.br]
Tende a deixar-se levar por algumas fantasias, dificilmente dará ouvidos a alguém. [http://www.portalangels.com]
Dias de movimento, excitação e novidade estão chegando por ai com a Lua cheia em Leão! [http://www1.folha.uol.com.br]
Os planetas em seu signo pedem que você seja mais respeitoso com a pessoa amada. Direcione suas energias para fortalecer seu relacionamento e agir de acordo com o que realmente sente. Analise seus sentimentos.[http://entretenimento.br.msn.com]
Saturno retrógrado mostra necessidade de aprofundar a percepção espiritual dos relacionamentos. Não se isole. [http://www.sonhosbr.com.br]

Preciso comentar? Não né? Mas eu quero! Poxa, a minha vida amorosa devia estar bem tumultuada hoje. Me decepcionei com a realidade, mas me impressionei com as previsões. Muito mais nada a ver do que eu esperava. Parabéns astrólogos, por fazerem desse post um sucesso.

E não acaba por aqui, também dei uma olhada na Wikipédia (ok, não é uma coisa super confiável, mas ainda é mais confiável que astrólogos né? HA!). Eis a parte interessante:

"A Astrologia (do grego astron, "astros", "estrelas", "corpos celestes", e logos, "palavra", "estudo") é a pseudociência segundo a qual as posições relativas dos corpos celestes podem, hipoteticamente, prover informação sobre a personalidade, as relações humanas, e outros assuntos mundanos. [...] A comunidade científica considera que a Astrologia é uma pseudociência ou superstição, uma vez que, até hoje, nenhum astrólogo apresentou evidências oficiais acerca da eficácia de seus métodos."

Podia acabar o texto aqui, mas o medidor de sarcasmo tá muito baixo ainda, então vou dar uma esticada.

Preciso confessar que me surpreendo com a humanidade. Pensando no que fizemos durante os últimos séculos já tenho motivos suficientes pra isso. A gente transformou completamente um ambiente que só tinha mato em algo que atende muito melhor as nossas necessidades, já fomos até a Lua, mandamos uma sonda pra fora do sistema solar, chegamos perto de conhecer os mistérios da origem do universo e da estrutura da matéria, multiplicamos nossa espectativa de vida e modificamos até mesmo o DNA de outras espécies like a boss. Porra, nós somos foda pra caralho!

Aí a gurizada acredita que o mês que a pessoa nasce vai dizer tudo sobre a personalidade dela e até o que vai acontecer a cada dia em cada aspecto da vida... WHAT THE FUCK? Lógica, por favor. Se pelo menos tivesse um argumento dizendo que os meses a mais ou a menos fazem diferença quando a criança começa na escola (as mais velhas teoricamente teriam mais facilidade e isso poderia afetar a personalidade). Mas não! Nada. Alguém inventou umas regras toscas e os outros seguem sem questionar. Tsc, tsc tsc. Que coisa típica de homo sapiens.

Já tava há um tempo pensando em escrever isso graças ao flood de coisas do gênero no Facebook. O empurrão final foi daí minha amiga Alessandra que, aliás, eu espero que continue sendo minha amiga depois disso.

Pronto meninas, agora podem me xingar a vontade. Grato.