terça-feira, 24 de janeiro de 2012

BBB é um câncer mesmo?

Além de popular o BBB é bem criticado. Pelo menos no Facebook todo dia eu vejo gente criticando o programa e as pessoas que o assistem. Então dei uma refletida sobre qual o grande problema do maldito e vim aqui criticar os críticos (ou provocar, no mínimo).


Pra começar, eu não vou defender ninguém, só expor minha opinião. Não vejo mais TV há anos, muito menos o BBB. Também não vou entrar na questão de menores assistirem o programa (até porque ele deve ter uma classificação quanto a isso, né?).

Então, pessoas (normais) precisam de entretenimento. Ninguém discorda disso. Hmmm, vamos pensar em algumas formas de entretenimento: esportes (assistir ou praticar), novelas, video games, sair com os amigos, stalkear no Facebook, ver filmes, ouvir música, etc. Aposto que 99% das pessoas que estão lendo (como se eu tivesse 100 leitores pra conseguir esse percentual) fazem alguma dessas coisas. BBB é entretenimento. O que ele tem de pior que essas coisas?

Não vou lembrar de todas as críticas que já vi (e vou por a culpa no álcool), mas vejamos algumas:

"É uma baixaria, porcaria, lixo, etc." OK, não assista. Crianças e adolescentes não gostam de noticiários. Eles reclamam no Facebook? Não, eles não assistem e pronto. Aliás, é por isso que não vejo TV: não acho nada mais interessante do que alguma coisa que eu possa fazer no PC (e a falsa sensação de ser superior por causa disso). Gosto não se discute. Por falar nisso, sou rockeiro e não gosto de Beatles. Me crucifique.

"Não tem nada de produtivo." Até tem. Dá pra puxar um assunto com a gurizada que assiste, socializar e tal (olha só, eu devia começar a assistir por causa dessa... NOPE =D). Não é uma coisa super produtiva, mas também não é muito menos do que a maioria dos outros passatempos te dá. Eu, por exemplo, treino um pouco meu inglês jogando WoW. E também socializo um pouco com os meus outros amigos nerds sem vida. Eu podia estudar, ler um livro, notícias ou trabalhar nesse tempo. Mas ENTRETENIMENTO NÃO É PRA SER PRODUTIVO. Get over it.

"Aliena o povo." Mesma coisa. Ver futebol não vai te mostrar a realidade. E nem o resto que escrevi aí em cima.

"A Globo manipula o povo, blá, blá, blá." E lá vamos nós pras teorias conspiratórias... Ta bom, de certa forma manipula: ela quer que você volte, porque ela quer dinheiro. "Quando você não está pagando por uma mercadoria significa que você é a mercadoria." Muito tri essa frase. Quando a Globo não te cobra pra votar por telefone ela te vende pros patrocinadores. É simples: o BBB existe porque dá dinheiro. E dá dinheiro porque é o que as pessoas querem ver. Se as pessoas quisessem ver alguma coisa educativa eles iam passar alguma coisa educativa. Mas não é assim, a audiência ia cair pra caralho (e eu não ia assistir do mesmo jeito _|_). Nosso sistema é o capitalismo, o que importa é a grana mané.


É isso aí, não achei nada pra poder reclamar do BBB (já tinha tentado com novelas antes e falhei também). God donut!
Tem alguma coisa errada com a minha lógica? É só xingar comentar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Azul ou vermelho?

E se eu enxergar o azul como você enxerga o vermelho e vice-versa?

Explicando melhor, nós dois concordamos qual é o azul e qual o vermelho, ainda éramos crianças quando nos ensinaram o nome de cada cor. Mas e se o nosso cérebro interpretar as cores de um jeito diferente? O jeito que o meu cérebro interpreta o vermelho poderia ser o mesmo que o seu interpreta o azul. E nós não temos como descobrir, quer dizer, não tenho como explicar como é o meu azul pra você comparar com o seu.

OK, talvez exista um jeito. Eu não sei nada sobre o assunto, nem sei como pesquisar sobre isso e mesmo que soubesse ia ter preguiça. Só achei que é uma possibilidade interessante.

Ah, e não tem moral da história.

"É que fazia tempo que eu não falava nada." 
Bart Simpson

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma nova desafiante

Nos últimos meses passei pela segunda pior crise da minha vida. Nada de doenças, tragédias ou separações dolorosas, a questão foi bem diferente. Resumindo, percebi como o provável futuro é triste, tanto pra mim como pra maior parte da espécie humana. Pode parecer exagero, mas só passei por dias mais tristes uma vez na vida e quem me conhece sabe que não sou de fazer dramas desnecessários. Falei sobre isso com poucas pessoas e publiquei o texto A razão é uma vadia que mostra exatamente o que eu estava pensando, mas não como eu estava me sentindo.

Como falei no texto, estava vendo duas possíveis soluções: ignorar a razão ou pensar numa saída lógica pro meu problema. Segui a segunda opção (sou bem previsível mesmo) e as coisas começaram a piorar. Essa é uma das condições pra uma revolução, afinal ninguém pensa nisso quando a situação está aceitável. Então pra começar a revolução só faltava... bem, começar a revolução.

E foi aí que ela apareceu. Ela vai contra as probabilidades e faz coisas improváveis acontecerem, desafia a minha razão, faz eu mesmo ir contra minhas regras e ignorar as consequências. Ela é linda, me surpreendeu e me deixou apaixonado.

Bem na hora certa me ensinou que eu tenho que acreditar no improvável. Eu sei que sempre existe uma chance, mas, pelo jeito, precisava que alguém esfregasse isso na minha cara. E ela fez isso muito bem. Foi uma mudança pequena, algo que nem se vê muito por fora, mas foi muito significativa, afinal toda revolução precisa de um começo e começa justamente por dentro.

É razão, temos uma desafiante aqui. E ela tá ganhando. :)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Questione

A criminalidade está muito alta no Brasil.
Por quê?
Porque os policiais não são suficientes pra controlá-la.
Por quê?
Porque existem muitos criminosos.
Por quê?
Porque eles não tem emprego, ou não encontram um emprego que compense mais que ser criminoso.
Por quê?
Porque eles não tem educação suficiente.
Por quê?
Porque a educação não é uma prioridade no Brasil.
Por quê?
Porque quem decide as prioridades não quer um povo bem educado.
Por quê?
Porque ele fica mais questionador.

Moral da história: questione mais, nem sempre o problema é o que parece.

sábado, 26 de novembro de 2011

Não quero ser um alienado!

Depois que comecei a participar de movimentos populares passei a ouvir (ou ler) seguidamente a palavra “alienado”. Antes disso nem sabia ao certo o significado dela (sério), considerava apenas um xingamento aleatório. A definição que mais gostei foi uma da Wikipédia: “...refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprios.” Também pode significar não ver a realidade, acreditar em mentiras ou viver de fantasias.

O que eu costumo ver são pessoas dos movimentos se referindo às outras como alienadas. É normal esperar que quem participa deles, no geral, tenha uma mente mais aberta. Nem sempre é o que acontece.

Alguns se juntam pela empolgação, orgulho, ou qualquer outro motivo, mas continuam fazendo o que faziam antes: repetir informação que já vem pronta. Melhor que repitam as nossas informações, sim, mas não é suficiente. Se você não quer ser um alienado, não basta mudar de lado, você precisa questionar e pensar.

Quero colaborar com isso, mas não sei bem como. Sou um péssimo professor e nem sei lidar bem com pessoas. Tento fazer eles pensarem sobre o que protestam com umas perguntas mais incomuns.

Alguém sabe de outro jeito? Aceito ajuda, dicas, aulas ou seja o que for.

domingo, 20 de novembro de 2011

Fatos e discussões

Ultimamente ando participando de várias discussões com pessoas capazes de argumentar racionalmente. Isso me levou a pensar nas coisas que podem dar errado num debate. Entenda-se “dar errado” como uma discussão improdutiva, que não leva a lugar nenhum.

Consideremos duas pessoas discutindo, com lógica em seus argumentos e sem utilização de falácias. Entendo que elas podem discordar em dois pontos:

No peso de cada argumento apresentado. Por exemplo, uma pessoa diz que a Microsoft é melhor por ter um sistema operacional (Windows) muito mais difundido, e outra defende que a Apple é melhor porque sua marca vale mais. É indiscutível que os dois argumentos são verdadeiros, mas qual deles é mais importante? Acredito que não há maneira simples de chegar a um consenso sobre isso, pois depende muito das convicções de cada pessoa.

Nos fatos que cada um toma como verdadeiros para sustentar seus argumentos. No exemplo que usei acima é muito improvável que os fatos sejam falsos. Sabemos que eles são baseados em pesquisas feitas por empresas especializadas e não há contestação dos mesmos por outras fontes. Infelizmente casos como esses não são tão comuns, e esse é o ponto que quero chegar.

Os incidentes que aconteceram na USP nas últimas semanas, são um ótimo exemplo disso. Podemos ver muita gente defendendo cada lado, mas acredito que ninguém tem certeza do que realmente houve, exceto os que participaram dos eventos.

A informação passa por vários obstáculos antes de chegar a nós. Temos as versões de cada pessoa que participou, seja policial ou estudante, que muitas vezes se contradizem; o filtro da mídia que pode escolher o que publicar de acordo com seus interesses; a incompetência de jornalistas resultando em informações ambíguas e incompletas. O resultado são discussões com argumentos baseados em fatos diferentes ou contraditórios, e não há lógica que resolva essa situação.

Se quiser meu conselho, ignore esse tipo de discussão. Ou, se você gosta de uma guerra sem fim, escolha um lado e procure os seus “fatos”. Só não esqueça seu facão.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Justiça

Escrevi esse texto há uns meses e postei originalmente no Abacate Doce. Melhorei ele um pouco aqui, mas a ideia é a mesma. 

“Bin Laden morto. A justiça foi feita.” Faz uns dias que venho pensando sobre justiça e cheguei a conclusão que ninguém é culpado. “Então tu concorda com estupradores, pedófilos, assassinos, políticos corruptos, etc.?” Não, eu não concordo com qualquer atitude dessas pessoas que prejudique outras, mas também não posso culpar elas.

Como? A ideia é simples: todos fazem o que o cérebro manda. Quem comete esses crimes realmente quer fazer isso, geralmente porque se sente bem, e a maioria sabe que é “errado”. Chega o momento que a pessoa tem que decidir entre desistir de sua satisfação ou tolerar o prejuízo da vítima, e escolhe a segunda opção. O que faz cada pessoa escolher coisas diferentes (além da situação) é a diferença entre seus cérebros. Você não pode ir contra ele porque você É ele. A carga genética que você recebeu e toda a interação com o ambiente desde que foi concebido formaram o seu cérebro do jeito que ele é. Resumindo, ninguém tem culpa do cérebro que tem, e consequentemente das escolhas que ele faz.

Então, se não existe culpa a justiça é inútil? Não. A justiça é uma parte importante do ambiente, criada por nós, e que lembra o cérebro de que prejudicar outras pessoas resulta em punição. Ela é um modo de fazer as pessoas seguirem regras através do medo. Parece bem cruel falando desse jeito, mas é a definição mais curta que consegui pensar.

O ideal seria que o homem não estragasse a vida do próximo simplesmente porque é o melhor pra humanidade. Mas não evoluímos o suficiente pra não precisar da justiça. E nem vamos evoluir.